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Empresas inclusivas crescem mais? Sebrae ajuda pequenos negócios a transformar diversidade em estratégia ESG

30/09/2026


Empresas inclusivas crescem mais? Sebrae ajuda pequenos negócios a transformar diversidade em estratégia ESG

Diversidade e inclusão vão além de uma pauta social e também funcionam como estratégia para fortalecer os negócios. Na Plataforma Crescimento Sustentável, o Sebrae disponibiliza um diagnóstico que permite ao empreendedor avaliar suas práticas ESG e encontrar oportunidades para tornar a empresa mais inclusiva, fortalecer a cultura organizacional, estimular a inovação e ampliar o acesso a mercados.

Para Mona Paula Nóbrega, gerente da Unidade de Negócios de Impacto do Sebrae-RN, empresas mais inclusivas ampliam talentos, conhecem melhor seus clientes, inovam mais e fortalecem a reputação. “ESG, para o pequeno negócio, é fazer escolhas responsáveis dentro da realidade que ele tem hoje”, afirma. Segundo ela, equipes diversas trazem perspectivas variadas e ajudam a construir organizações mais fortes e resilientes.

A inclusão, porém, não deve ficar restrita ao ambiente interno. Mona defende ampliar o olhar para a cadeia de fornecimento e para o público-alvo, conectando a empresa ao seu entorno, o que resulta em produtos mais inovadores, processos mais fluidos e cultura organizacional mais forte. O desafio é garantir que a inclusão esteja presente em todas as etapas, e não apenas na porta de entrada.

Diversidade como parte da cultura da empresa

Fundada em 2005, a ASAS (Agência de Soluções Ambientais e Sociais) sempre tratou a diversidade como um de seus valores. Com o diagnóstico do Sebrae, passou a estruturar práticas que já faziam parte do seu dia a dia. Hoje, a empresa tem 20 colaboradores CLT e 23 estagiários de diferentes raças, religiões e gêneros.

Segundo a diretora Daniela Lacombe, a empresa nunca havia olhado a questão com maior profundidade. A partir do processo de adequação ao Selo ESG Sebrae, a ASAS criou um código de ética e uma cartilha DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão), promoveu uma palestra sobre diversidade corporativa para toda a equipe e realizou uma pesquisa interna para conhecer melhor o perfil dos colaboradores.

O levantamento, feito de forma anônima, tratou de gênero, orientação sexual, raça e deficiência, além de medir como a equipe percebe o respeito da empresa à diversidade. A maioria classificou essa relação como positiva ou muito positiva. A pesquisa também recolheu sugestões, como a criação de um canal de denúncias e de processos seletivos voltados à diversidade.

Daniela conta que a principal mudança foi a maior atenção às pessoas e à forma como elas se relacionam. Ao falar mais abertamente sobre diversidade, ética e respeito, o tema passou a fazer parte das conversas do dia a dia, e não apenas de documentos ou obrigações.

Pequenas mudanças, grandes avanços

Para Mona Paula, a falta de recursos não precisa impedir que pequenos negócios avancem em diversidade e inclusão. O primeiro passo é reconhecer onde estão as barreiras e assumir o compromisso de superá-las. Ela cita atitudes simples, como rever critérios de contratação, ampliar a diversidade nas equipes, combater preconceitos, garantir respeito no ambiente de trabalho, ouvir os colaboradores e oferecer oportunidades de desenvolvimento de forma mais equitativa.

O olhar também pode alcançar a cadeia de valor, com a valorização de fornecedores diversos, empreendedoras locais, pessoas com deficiência, negócios periféricos e produtores da agricultura familiar. São decisões de gestão que geram impacto social positivo sem exigir grandes investimentos, segundo a analista.

A experiência da ASAS confirma essa visão. Daniela diz que ESG não se resume a grandes projetos e que muitas vezes envolve mudanças simples, como acompanhar indicadores, orientar a equipe ou definir critérios mais claros para escolher fornecedores.

Mona Paula explica que uma das contribuições do Selo ESG Sebrae é ajudar o pequeno negócio a sair do discurso e colocar o ESG em prática, identificando pontos de melhoria, definindo prioridades e avançando de forma gradual. “Não se trata de fazer tudo de uma vez, mas de medir, definir metas, implementar ações e evoluir continuamente”, resume.

Fonte: Com informações de Agência Sebrae

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